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Retalhos do Cotidiano


Despedida - Tempo - Mudança

Hoje, 3 de Outubro, um dia democrático em que as pessoas vão às urnas.

Uns Candidatos continuarão, outros irão se Despedir.

Uns candidatos darão um Tempo, outros seguirão novos rumos.

O Brasil entrará num processo de Mudança, e eu espero que seja positiva.

 

Por falar em DESPEDIDA, TEMPO e MUDANÇA, esse trio de palavras vem anunciar também, que estarei me despedindo do ZIP.NET, e que dentro de algum tempo trarei novas postagens incluindo relatos de viagens num novo endereço de blogs chamado blogspot. A mudança trará também mais conteúdo e possibilidade de maior interação entre os leitores.

Então anote aí:

http://dulcelimaescreve.blogspot.com

 

Agradeço aos mais de mil acessos e todos os comentários enviados.

Um abraço e até breve!

 



Escrito por Dulce Lima às 01h20 PM
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A visão de um arco-íris

No céu esgarçado de um novo verão,

Bordando as nuvens delicadamente,

Um arco-íris, que bela visão!

Olha pra mim mas não diz o que sente!

Da serra escorre mais brilho no chão...

Porém tudo se vai tão de repente,

Que o arco de luz apaga o clarão

Enquanto eu te faço um verso... somente!

                     Dulce Lima  ( Viagem Recife  - Tabira, em 24/09/2010)

 

O arco íris é um fenômeno que só a natureza pode nos proporcionar, são imagens lindíssimas que chamam a atenção de todos, mas que só acontecem quando o tempo está chuvoso e ao mesmo tempo com sol, pois o arco íris na verdade se forma quando o sol brilha sobre as gotas de chuva.

As cores formadas por este fenômeno são: Vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Quando olhamos para um arco íris muitas vezes não conseguimos enxergar todas estas cores, isso porque as cores se misturam umas nas outras e ficando em evidência apenas as cores mais fortes. Veja nas imagens abaixo como são lindos!




 



Escrito por Dulce Lima às 11h44 PM
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 O RISO DE UMA BONECA

 

Hoje, num velho baú,

prisioneiro de lembranças,

encontrei minha boneca.

Sem braços,pernas quebradas,

corpinho todo arranhado;

na cabeça grandes sulcos

iam de um lado pra outro.

Vestido roto, sem graça,

mostrando que o tempo passa,

e ao passar leva tudo

até mesmo uma boneca.

 

Só uma coisa não mudou

no rostinho cor de rosa

daquela linda boneca

que acompanhou minha infância:

foi o riso sem mistério,

moldado no celulóide,

hoje, brinquedo de plástico,

grande invento que surgiu

há quantos anos?...não sei,

pra contentar quem não tinha

ricas bonecas de louça.

 

Numa barraca de festa

plantada no meio da praça,

bem exposto lá estava

Tão desejado brinquedo...

“ Compra mãe, eu já cresci

mas mesmo assim nunca tive

boneca sem ser de pano.”

E minha mãe só carinho,

renúncia , bondade e amor,

atendeu sem mais delongas

meu insistente pedido.

 

Aquela boneca foi

companheira e confidente

no aconchego feliz

de quem soube ser criança.

Mas o tempo, infelizmente,

na sanha de tudo levar,

arrancou das minhas mãos

o que sobrou do brinquedo

e fez dele mil pedaços.

Só não apagou o riso

da minha linda boneca.

 

Quem dera um minuto apenas

pra no tempo retornar,

vestir a minha menina

do colorido dos sonhos,

sem esquecer na cabeça

um chapéu feito de nuvens.

Nos seus cabelos de anjo,

fitas da cor do luar...

Dormir abraçada a ela

e acordar vendo o sorriso

da minha eterna boneca.

                             Dulce Lima



Escrito por Dulce Lima às 11h30 PM
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 Estrofes produzidas na 14ª MESA DE GLOSAS DO PAJEÚ/ APPTA 2010


Nossa cultura bacana

Não pode morrer jamais

O verso nos traz a paz

A viola não me engana.

Quando eu escuto Santana

Decantando o seu sertão

Me lembro de Gonzagão

Que cantava antigamente

Sou mandacaru valente

Representando o sertão.

Gonga Monteiro

            

Quem vier me contemplar

Nos aceiros dos caminhos

Meu corpo é cheio de espinhos

Galhas erguidas pra o ar

Minha história é milenar

Raízes presas no chão

Sou verde até no verão

Não me dobro ao tempo quente

Sou mandacaru valente

Representando o sertão.

Sebastião Dias

                  

Não fico exausto nem quedo

Porque este é meu papel

Em boca de cascavel

Se precisar, ponho o dedo.

A seca não me faz medo

Chuva grossa também não

Que entre inverno e verão

Eu vou sempre estar presente

Sou mandacaru valente

Representando o sertão.

George Alves        

 

Eu tenho cá no meu plano

Nas minhas rimas diversas

Que contra invasores persas

Sou o guerreiro espartano

Tem hora que eu me dano

Com imbecilização

De calcinha e avião

Que só faz mal pra gente

Sou mandacaru valente

Representando o sertão.

Genildo Santana

 

Aquela infeliz me fez

Beber cana toda hora

Dizem que homem não chora

Mas eu chorei dessa vez

Já arrumei cento e seis

Sé pra ver se lhe esquecia

Sofri tanta grosseria

Que chorei sem apanhar

Duvido você negar

Que já me beijou um dia.

Genildo Almeida – Pitu

 



Escrito por Dulce Lima às 10h45 PM
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Noite de autógrafos da APPTA e recital da Escola Pedro Pires

Se os políticos vendem promessas,  (como estão desacreditados!), os poetas nos presenteiam com promessas de um mundo com mais harmonia, onde as  estrelas, os pássaros ,as flores, a madrugada e o por do sol nos encantam muito mais do que qualquer canto de sereia que já não impressiona mais.

E posso provar que A  VIDA É BELA  pela noite de poesia dos alunos da Escola Pedro Pires,  de Tabira. Percebi o entusiasmo dos alunos ao divulgarem as suas produções. E a satisfação dos professores, funcionários e equipe gestora? ... Estampava-se no semblante de todos. Acredito na Aprendizagem, principalmente quando abraça Escola e Comunidade. Parabéns para a Escola Pedro Pires que soube escolher a rota da poesia como uma forma de equilibrar ciência, tecnologia e sentimentos dentro de um projeto que engrandece a Educação de Pernambuco.

Ah! Preciso dizer também que a escola está linda, limpa e respira outros ares: moderna, alegre, atual... 

Também queria dizer que a homenagem a Genildo me deixou muito  emocionada e feliz. Ele merece, pela grandeza de espírito  e simplicidade que possui. É um grande amigo,  poeta genial, um tabirense exemplar. 

Muito sucesso para todos vocês. Em 2011, se Deus quiser, estarei participando novamente do já famoso Recital.

Com um abraço poético de Dulce Lima

 



Escrito por Dulce Lima às 10h46 AM
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A semana da "Missa do Poeta" em Tabira no ano de 2010 vem confirmar que dificuldades acontecem, mas superá-las torna o sucesso com maior significado. A 14ª Mesa de Glosas do Pajeú foi simplesmente maravilhosa. Recinto lotado, pláteia respeitosa e animada para ouvir, aprender e aplaudir os heróis da noite. Entre tantos motes que falavam de amor, desencontros, saudades, política e outros assuntos da atualidade, estou me lembrando de dois que foram motivos de grande participação dos amantes da poesia regional: "Me lasco e não passo mais/ Na frente da casa dela." Ou: "Cuidado pra não chorar/ Sobre o leite derramado." Os motes ganham vida pelo improviso dos nossos poetas. É poesia pura. Essência do Pajeú. Orgulho dos sertanejos pelo dom que Deus nos concedeu.

O mote final, de um verso só arrematou com mais emoção os pajeuzeiros visitantes e poetas de Pernambuco e de outros estados vizinhos que nos honraram com as suas presenças: "Na mesa da poesia". ( Aguardem a publicação neste blog das estrofes criadas pelos poetas participantes da Mesa de Glosas 2010.

.



Escrito por Dulce Lima às 10h09 AM
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A vontade de rever Fazenda Nova bateu forte e lá fomos nós – eu, Diego, Mariana, e os meus  netos Rafael e João Guilherme – passar o dia na Pousada da Paixão, em Nova  Jerusalém, no Município de Brejo da  Madre de Deus , distante 48km de Caruaru e a 180km do Recife.

Foi um dia especial, místico. Um mergulho na história da Paixão de Cristo encenada no maior teatro ao ar livre do mundo. O sonho de pedra de Plínio Pacheco hoje é uma realidade.E uma cidade no coração do agreste nasceu desse sonho.

A própria natureza ajuda a compor o cenário que revive os últimos passos de Jesus, sua morte e ressurreição: serras circundantes pontilhadas de pedras, a aridez do clima e escassa vegetação, tudo nos leva a refletir e a rever os passos que a humanidade traçou através do tempo.

Em Nova Jerusalém são 41 anos de espetáculo e a cada Semana Santa os cenários são enriquecidos por novos atores, equipamentos atualizados e novas interpretações que despertam o interesse do público em rever o teatro da Paixão de Cristo.

“Uma cidade diferente de todas as outras: uma cidade-teatro, a Nova Jerusalém. Encravada numa paisagem semelhante à da árida Judeia, cercada por muralhas de pedras, com espaço suficiente para a realização do mega espetáculo encenado por 500 atores e figurantes, em nove palcos monumentais.”

Tudo isso já valia, e muito, a nossa visita; mas a boa surpresa ficou por conta da Pousada da Paixão. Um lugar exuberante pela natureza preservada e integrada ao ambiente: árvores nativas, flores, ervas, buganvílias de cores diversas, trepadeiras , jardins temáticos e pássaros dividem o mesmo  espaço. O clima é suavizado pela vegetação abundante, piscina com cachoeira e por uma ornamentação rústica que se enquadra num lugar simples,  bonito, acolhedor  e seguro.  O sol do meio dia aparece por entre os galhos das árvores mais altas e clareia sem mormaço, deixando uma alegria tranqüila entre visitantes e hóspedes que se sentem gratificados  e admirados por quem soube sonhar, acreditar  e construir  um projeto que engrandece Pernambuco e o nosso país.

Se há um céu na terra não é diferente da Pousada da Paixão.

“Toda a arquitetura remete os hóspedes `a Jerusalém dos tempos de Jesus, dominada pelos romanos há 2000 anos.”

Há também passeios ecológicos e culturais, , passeios de bicicletas e motos,  quadras esportivas, e outras atrações, sem falar na boa e regional comida caseira. As sobremesas? Hum.. que gostosuras!

Se você ainda não conhece, troque um sonho de consumo por um dia na Pousada da Paixão, e você vai se apaixonar pela paisagem, conforto e segurança que só fazenda Nova oferece.

“Pousada da Paixão, um lugar místico e aconchegante onde você é o astro principal”.

          

 

 



Escrito por Dulce Lima às 11h43 PM
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Saudade, Você sabe onde ela mora?

 

 

Talvez seja a SAUDADE, entre tantos substantivos abstratos, a palavra mais usado no vocabulário dos poetas, tanto pela facilidade da rima quanto pela carga de sentimentos que traduz.

 Os gramáticos que me perdoem... Para mim ela não é abstrata; pois existe, maltrata, fere e prolonga os sofrimentos. E.. coisa curiosa: Jamais ouvi alguém falar sobre o enterro da SAUDADE.

 

Etmologicamente falando, o vocábulo SAUDADE é de origem exclusiva da LÍNGUA PORTUGUESA e sem tradução em outro idioma falado em nosso planeta. Vem de “ SOLUS” que significa “sozinho”, acompanhando as diversas transformações lingüísticas, até chegar ao termo definitivo; SAUDADE.

 

No BRASIL esta palavra tomou uma conotação especial pela mistura de três raças:

A BRANCA que nos trouxe de PORTUGAL o sentimento da pátria distante, muito além do mar.

A NEGRA que transportou da AFRICA o lamento da escravidão nos porões dos navios negreiros.

A INDÌGENA que nos legou o sentimento de liberdade e o amor á natureza.

E no caldeirão destas três raças a SAUDADE se estabeleceu no coração dos brasileiros .

 

SAUDADE não é tristeza, mas a tristeza veio morar perto dela.

Não é amor , mas qual o amor que não sente SAUDADE ?

Não é todo tempo, mas todo instante resgatado dos escombros de um adeus.

 

E  a casa da SAUDADE? Você sabe onde ela mora?

Se essa casa existe , tem com certeza o chão de um bem querer sofrido, e alicerces escavados nas paredes do coração.

Querendo conhece-la, abra as portas e janelas do seu coração. Porém ... cuidado! Ela pode arruinar todos os seus momentos de amor bem vividos.

Se não quiser mais sofrer , ausente-se daquela casa, deixe para trás seu carrossel de ilusões antes que seja tarde demais.

 

Ninguém melhor do que o poeta e repentista Pinto do Monteiro quando define a SAUDADE através de uma sextilha rica de conteúdo e de significação humana:

 

“Esta palavra SAUDADE

Conheço desde criança.

SAUDADE de amor ausente

Não é SAUDADE

É lembrança.

SAUDADE só é SAUDADE

Quando morre a esperança”

 

 

                                                                                                                        



Escrito por Dulce Lima às 03h15 PM
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Um tijolo de lembranças

 

Amolda-se o barro nas mãos do oleiro. Depois de domado e maleável, acomoda-se ao contorno de uma forma para o feitio dos tijolos.

Após o sol fazer a sua parte, é o tijolo queimado vivo para ressurgir não como cinzas, porém como sustentáculo no encaixe e arquitetura das paredes,  nas mãos caprichosas do pedreiro.

Assim estaria explicada toda a importância do tijolo na construção de uma casa ou de qualquer edifício público.

Acontece que hoje estou falando de algo especial: “um tijolo de lembranças...”

Quantos anos ele tem?

Talvez mais de um centenário.

Triste ao ver no chão aquela casa bem no meio da ladeira, logo após o sítio de Seu João Tecedor, guardei um tijolo de lembrança. E que lembrança!

TIO DIGU, sábio, de voz agradável  e de riqueza vocabular, contava histórias de “trancoso”  para crianças que, como eu, ficavam encantadas  com o mundo mágico criado pelas palavras daquele velho e autêntico agricultor sertanejo.

Se a casa não mais existe, se os tijolos se espalharam pelo antigo terreiro, se a palavra do meu tio o vendaval do tempo apagou do nosso imaginário, posso ainda dizer como um certo poeta disse: “ POVOA EM CADA CANTO UMA SAUDADE”.

O tijolo agora já  não ergue uma pequena parede; mas, para nós da família Pereira,ele é um paredão de lembranças com janelas para um passado feliz e cheio de recordações.

            Faço esta homenagem ao querido Tio Digu (Tio De todos) , meu professor  especial,  grande arquiteto da palavra. E aos primos e amigos que preservam no coração a saudade do sítio Pocinhos.

 

Tabira, 15/08/1997 e reescrito em 15/08//2010 ( 13 anos depois)

 

O

 



Escrito por Dulce Lima às 11h16 AM
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Tabira, 11/08/2010

TEU ADEUS

Na viagem além dos sonhos,

Inda vejo as tuas mãos,

Asas de pássaro ferido

Acenando em despedida...

Triste tarde de um adeus

Sem promessas de retorno...

Só o murmúrio das ondas

Vem suave me lembrar

Que as marteladas da vida

São sargaços rastejantes,

Amordaçando a saudade

De quem vai

Ou de quem fica!

E a tarde

Que magoada

Esmorece

No horizonte,

Recolhe a tenda das horas,

Fecha o palco vespertino

E anoitece com a tristeza

De tuas mãos acenando!

 

(Mensagem feita pela morte da querida Aline Jucá em 1998)

 



Escrito por Dulce Lima às 09h24 PM
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Assunto político não é prioridade deste blog, mas como  retrata o cotidiano, não poderia deixar de comentar a respeito da candidata Marina no 1º Debate Político da Televisão para as eleições 2010.

Em visita ao Coque, área central do Recife, Marina se emocionou ao conhecer "DADO", um menino de 5 anos  que estuda em uma escolinha do bairro e mora com a mãe  ( ex moradora de rua) e outros familiares em um barraco. Dado dançou, cantou e emocionou a candidata ao pedir um pirulito.

E foi com o poema abaixo que  a candidata externou sua emoção durante o Debate, lembrando "DADO" e chamando a responsabilidade dos demais candidatos para as crianças que vivem em  situação de risco nas áreas urbanas mais carentes desse país.

O POEMA DE MARINA

Havia um pequeno dado

Jogado por sobre a mesa

Ali nada era certeza

Tudo era interrogar

Mas, para minha surpresa

Na forma de um colosso

"Dado" era de carne e osso

E sabia até cantar

"Dado", meu pequeno "Dado jogado

Que Plínio, Dilma, Serra ou Marina

Ajudem a mudar a cena

De tantos dados jogados.     (J.C de 07/08/2010, política, pag. 8)

 

Obs. Fiz comentários com Lula  e Marina. Fico devendo a Serra, mas logo estarei postando um comentário sobre o mesmo.

 

 

 

 

 



Escrito por Dulce Lima às 04h25 PM
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Tabira, 5 de agosto de 2010

 

Um sapoti no sertão

 

 

Na concha da minha mão,

Uma fruta, o sapoti...

Quantos anos esperei?

Quantos verões castigaram

Ressecando o nosso chão?

Mas não boto a culpa em ti,

Teu berço é longe daqui...

Perdoa se te fiz mal;

Pois tu és tão suculento,

Tão doce, tão perfumado,

Que eu te trouxe pro sertão

Sem medir as conseqüências.

 

Um dia, junto a teu tronco,

Já cansada de esperar,

Numa prece agradeci

Pelas folhas, que beleza!

Mesmo sem frutificar.

Porem foi naquele instante,

Que eu olhei atentamente...

Chorei, sim, pela surpresa

Quando vi um sapoti

Lindo, pendendo de um galho,

Como um presente de Deus

Pelas mãos da Natureza!

 



Escrito por Dulce Lima às 08h02 PM
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Parabéns aos corredores da Acorja  Recife, de Tabira, Sertânia, Monteiro e de outras cidades da região que participaram da 1ª Meia Maratona de Tabira a Borborema. É  a primeira, valendo por uma segunda, pois em 2009 esses corredores fizeram o percurso de Tabira/Borborema/Sitio Pocinhos, o que equivale a mais de 21km.

Gente!  Como a turma feminina estava animada. Para o ano, se Deus quiser,  iremos com um grupo maior e com outras modalidades de corrida; assim nos assegurou o Sr. Lula, presidente da Acorja.

O evento culminou com uma visita ao Bairro Vitorino Gomes por ser uma comunidade carente e também como homenagem a  João Doidinho, morador do bairro e o segundo colocado na   Meia maratona 2010.

Agradecemos muito a Sandro Ferreira pela organização e realizaçao do evento com o apoio da Secretaria do Meio Ambiente, a Rádio Cidade, ao apoio da polícia Militar, ao pessoal responsável pela Ambulância, e de um modo carinhoso aos conterrâneos que se postaram nas calçadas, praças, lojas  e em frente de suas casas aplaudindo e incentivando os atletas corredores. Um abraço especial ao povo da Borborema que este ano participou mais do que o ano passado. Em tempo oportuno espero visitar a equipe gestora e professores da escola local para os meus agradecimentos.

Para os partipantes da 1ª Meia Maratona de Tabira/Borborema  registro este poema tão simples como são vocês, tão desprovido de vaidade como aquele que corre pelo prazer de vencer distâncias;  e sem troféu nem medalhas, dizer: "Eu Cheguei!"

                

A SUBIDA DA LADEIRA

No Auto Posto Bezerra

O lanche, a pressa, a carreira...

Acorjianos perguntam:

" Meu Deus, eu subo a ladeira?"

E o tabirense pensando

Que isso é tudo brincadeira!

...........................................

Quando foi dada a Largada                   

Lá no sítio S.Joaquim,

A mulherada gritou:

“ Hoje está fácil pra mim".

Mas depois do Bar do Arroz

Alguém já dizia assim:

"Vou desistir da ladeira

Pra não decretar meu fim". 

.........................................

James saiu leve e solto,                               

Descansado e elegante;

Porém quando Dona Estela

Passou-lhe a perna adiante,

Fez da ladeira um poema.

Assim venceu confiante

A serra da Borborema.

...................................

Só com força nas "canelas"

E a vitória como TEMA,

O corredor segue firme

No passo da "seriema"

Que cansa mas não desiste

Da SERRA DA BORBOREMA.


      


               Dulce Lima, em 03/08/2010

 

 



Escrito por Dulce Lima às 01h43 PM
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 Tabira,28/07/2010

1ª MEIA MARATONA DE TABIRA

O maratonista pernambucano e tabirense Júlio Cordeiro e a ACORJA ( Assoc. dos Corredores da Jaqueira) realizam sábado, 31/07/2010, a    MEIA MARATONA  de Tabira com a largada no SÍTIO São Joaquim ( açude João Padilha) e o ponto de chegada na  Borborema ,distrito deste Município.

Por que novamente Borborema e não em outro local?

1º Porque é um lugar diferenciado dos demais pelo clima, a paisagem  e pelo verde resistente da caatinga nas encostas da SERRA DA BORBOREMA – cartão postal do sertão que divide a Paraíba de Pernambuco.

2 Os corredores vindos da Capital e os de Tabira e cidades vizinhas que aqui se encontram, têm como motivação as dificuldades que a serra oferece e a simples alegria de superar limites; tudo por um esporte sadio, limpo e pacífico, cujo prêmio principal é a vontade de participar e de concluir a corrida.

Já não é mais o “Festival de Inverno da Borborema”,é festival de quem tem asas nos pés, fé no coração e o desejo de abraçar velhos e novos amigos na terra da poeta  Carmem Pedrosa  que foi comparada a Mocinha de Passira pelo poeta Ivanildo Vilanova.

O evento conta com o apoio do primo e Secretário do Meio Ambiente Sandro Ferreira,também com o incentivo dos amigos e tabirenses, e dos familiares.Como mãe de Julinho agradeço a todos pela atenção, inclusive pela acolhida aos visitantes.

 

A melhor forma de homenagear a Borborema é citar estrofes da poeta Carmem Pedrosa (que também fez por muito tempo a ligação Recife /Tabira ),registradas em seu livro Vitória Régia, Olinda, 1993, pag. 19.

“ Eu encontro poesia

No nevoeiro cinzento,

Nesses rosários de estrelas

Que vejo no firmamento.

No vento que sopra brando,

Qual odalisca chorando

Sem revelar seu tormento!

             Nos pássaros da Borborema

             Porque despertam mais cedo,

             Vendo o sol por entre a serra

             Confabulando um segredo.

             Cantam contemplando a terra

              E a torrente que flutua,

              Soluça esperando a lua

              Que vem por trás do penedo.”

      

 

 



Escrito por Dulce Lima às 06h45 PM
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Tabira, 23/07/2010

O carioca: um ser iluminado

O carioca é um ser iluminado, feliz, boa gente, e sabe como ninguém agir em defesa de sua cidade, por sinal, MARAVILHOSA!

Num dos artigos de um pequeno jornal local (e eles são diversos) o editorial  revelava a grande batalha dos moradores do tradicional Bairro da Urca pela não aceitação de uma escola de Design a ser instalada em prédio cedido por 50 anos pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Alegam os moradores do referido bairro que a  afluência de alunos, professores e funcionários, além do transito mais complicado, e de ser um local com a mesma  e única entrada  e saída ;  tudo isso mudaria a característica do bairro que tem de um lado o mar verde batendo nos rochedos o canto dos pássaros  nas árvores que suavizam o clima local e  o Pão de Açúcar como  fundo de paisagem. E que paisagem!

O taxista durante o percurso Galeão/Copacabana nos mostra a encantadora  Lagoa Rodrigo de Freitas,  eterno cartão de boas vindas da Capital do Samba.E foi ele que nos contou o seguinte: A Prefeitura do Rio colocou no meio da lagoa uma estátua grego-romana para embelezar o que já era lindo por natureza; mas, os cariocas pediram  a retirada da estátua que ,embora de boa procedência artística, nada acrescentava à beleza pura da Lagoa Rodrigo de Freitas. Se assim não aconteceu, fica apenas como um registro de como os taxistas amam a sua cidade.Se  é para preservar, o assunto passa a ser de todos os cariocas que são os principais defensores de suas belezas, patrimônios e conquistas.

Atualmente, outras lutas acontecem no RIO onde associações de moradores, Governo e técnicos gabaritados discutem os melhores caminhos a serem percorridos como a próxima Copa Mundial de Futebol em 2014 e as Olimpíadas de 2016. O que se percebe, é o desejo consciente de todos por uma cidade mais bem estruturada, em que seus habitantes possam ter orgulho e se dizerem cariocas “da gema”; e daqueles também que adotaram o RIO para viver feliz em comunhão com os cariocas, abençoados pelo Cristo Redentor.



Escrito por Dulce Lima às 10h30 AM
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